


Camillo Castello Branco
INTRODUCÇÃO
CAPITULO I
CAPITULO II
CAPITULO III
CAPITULO IV
CAPITULO V
CAPITULO VI
CAPITULO VII
CAPITULO VIII
CAPITULO IX
CAPITULO X
CAPITULO XI
CAPITULO XII
CAPITULO XIII
CAPITULO XIV
CAPITULO XV
CAPITULO XVI
CAPITULO XVII
CAPITULO XVIII
CAPITULO XIX
CAPITULO XX
CONCLUSÃO
P.S.

Entre as diversas molestias significativas da minha velhice, o amor aoslivros antigos—a mais dispendiosa—leva-me o dinheiro que mesobra da botica, onde os outros achaques me obrigam a fazer grandesorgias de pilulas e tizanas. E, quando cuido que me curo com as drogas eme illustro com os archaismos, arruino o estomago e enferrujo o cerebroem uma caturrice academica.
Constou-me aqui ha dias que a snr.ª Joaquina de Villalva tinha um gigode livros velhos entre duas pipas na adéga, e que as pipas, em vez demalhaes de pão, assentavam sobre missaes. O meu informador denominamissaes todos os livros grandes; aos pequenos chamacartilhas. Mandei perguntar á snr.ª Joaquina se dava licençaque eu visse os livros. Não só m'os deixou vêr, mas até m'os deutodos—que escolhesse, que levasse. Examinei-os com alvoroço debibliomano. Elles, gordurosos, humidos, empoeirados, pareciam-meseductores como ao leitor delicadamente sensual se lhe figura a face damulher querida, oleosa de cold-cream, pulverisada de bismutho.
Havia sermona